domingo, 16 de outubro de 2011

PERNAMBUCO: AÇÃO NO MERCADO DE SÃO JOSÉ
Diogo Stanley - Instituto PAPAI Engajar os homens nas ações pelo fim da violência contra a mulher. Este é o objetivo da Campanha do Laço Branco que realizará uma mobilização nesta quinta-feira (02/12), a partir das 08h, no Mercado de São José, no Recife. Quem passar pelo local vai receber materiais educativos e informações sobre a Lei Maria da Penha. A ação marca as mobilizações do Dia Nacional de Mobilização dos Homens pelo fim da Violência contra as Mulheres, comemorado no dia 06 de dezembro, instituído pela lei 11.489/1997.

A partir das 08h, serão distribuídos cartazes, panfletos e fitinhas do Laço Branco (símbolo da Campanha) para transeuntes e comerciantes da localidade, sobretudo homens e jovens do sexo masculino. A ação é uma Iniciativa do Instituto PAPAI, do Grupo de Pesquisa em Gênero e Masculinidades da UFPE (Gema/UFPE), da Associação Brasileira de Psicologia Social (Abrapso) e da Rede de Homens pela Equidade de Gênero (RHEG).

Forró e animação – Para animar o público, durante o ato no Mercado, estarão presentes a cantora Nádia Maia, acompanhada de seus músicos, e o forrozeiro Rogério Rangel. Todos/as estarão vestidos com a camisa da campanha e ao som do fole da sanfona irão presentear o público com muito forró pé-de-serra. Entre uma canção e outra, os artistas vão alertar o público sobre a importância do engajamento dos homens nas ações pelo fim da violência contra a mulher.

Aborto – Este ano, a Campanha do Laço Branco traz como tema a lei que criminaliza o aborto. Ao condenar as mulheres à prisão e ignorar o fato delas ficarem doentes e até morrerem em procedimentos abortivos clandestinos, a norma torna-se também uma forma de violência contra a mulher.

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

A relação família e escola

 

A relação família e escola são fundamentais no processo educativo. Porém, na nossa sociedade, nem sempre essa relação se complementa. Pelo contrário, é comum a escola se queixar da ausência da família e vice-versa. Nesse texto, a  analisa-se essa relação e fornece `pistas' para repensar esta relação, de tal forma que família e escola trabalhem conjuntamente numa parceria eficaz.

"Hoje, poucos são os casos em que Família e Escola, através das APMs, compartilham a responsabilidade sobre a Educação Escolar. Em geral, a Escola promove reuniões para dar explicações - para não dizer fazer queixas - sobre o desempenho e o comportamento dos escolares. Assim, uma a duas vezes por semestre, às vezes por ano, os pais são convidados para uma dessas reuniões. (...) Resumem-se nisso, quase sempre, as relações Família-Escola. No mais, os pais mantém-se e são mantidos bastante afastados dos acontecimentos na esfera escolar."

 "...a escola continua a tarefa familiar de educar a criança para a vida e, especialmente, para o trabalho. O que não fazemos é levar em conta este dado, até as últimas conseqüências."

" ... parece-me possível e necessário um trabalho de conhecimento do bairro e de sua população, para que cada uma das escolas possa adequar seus planejamentos às expectativas e condições reais de vida e de trabalho das famílias que lhes fornecem a clientela. E isto, creio, aplica-se a qualquer Escola, de todo e qualquer bairro (...) o desafio está posto."

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

DIVISÃO SEXUAL DO TRABALHO DOMÉSTICO


Quem foi que disse que trabalho doméstico é coisa de mulher? Quem ditou essa regra? Ou será que essa afirmação não seria uma conveniência?

Em seu texto “A divisão sexual do trabalho e da educação: uma abordagem a partir das relações de gênero”, Vivian Matias dos Santos Albuquerque, afirma que há uma divisão sexual dos espaços regulada por uma hierarquia, no mercado de trabalho e na educação.

Estudos comprovam que há cursos que são privilégios femininos e outros que são, em maioria, dos homens.

Segundo Catherine Marry, a formação profissional das mulheres em cursos superiores ocorre como preparação para as funções de mãe/esposa, o que resultou num problema de reconhecimento social e salarial, sendo por isso o Serviço Social, Pedagogia, Enfermagem, dentre outras, vistas como profissões tipicamente femininas. Por isso, tais profissionais não possuem igual status perante os que se encontram nas profissões masculinizadas, sendo assim desvalorizadas socialmente.

A autora afirma que há uma interpenetração das esferas pública e privada na construção social e histórica da divisão sexual do trabalho e que na sociologia o conceito de trabalho precisa ser questionado, pois para esta disciplina somente é considerado trabalho, aquele que se localiza na esfera produtiva da sociedade, que é assalariado. Já o trabalho doméstico não o é.

Para a autora, é necessária uma ampliação do conceito sociológico de trabalho, que inclua trabalho assalariado e doméstico, sob pena de desconsiderar a importância histórica e social das atividades exercidas pelas mulheres.

É importante lembrar que essa visão é a existente em nossa sociedade, mas que existem ou existiram outras, em que o papel da mulher e do homem eram bem diferentes.

Enfim, se o trabalho doméstico, é realizado em casa, no âmbito privado, porque é ditado por um estigma social, da vida pública?

Fontes de pesquisa: http://www.urutagua.uem.br/013/13albuquerque.html

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

O PRECONCEITO RACIAL NA EDUCAÇÃO FORMAL


A escola mais uma vez é colocada como local de referência para barrar problemas sociais, a questão da inclusão trabalhada hoje traz a proposta de inserir na área educacional indivíduos marginalizados pela sociedade. O foco principal, no entanto é dado aos alunos com transtornos no desenvolvimento, porém a inserção de projetos que incluam os negros também se fazem presentes.

Ao analisarmos o material didático das series do ensino fundamental na atualidade vemos grandes mudanças quanto aos assuntos abordados, por exemplo, no livro de história de 6º ano da editora FTD que trabalha a questão da mulher negra não só em seu conteúdo como também em textos complementares como pode ser observado na imagem.


Questões como estas por muitos anos foram passadas despercebidas pela educação, como se a mulher negra não tivesse um histórico de luta. Esta discussão é trazida também com a polêmica gerada pelo uso ou não da obra de Monteiro Lobato – Caçadas de Pedrinho – questão essa tratada inicialmente pelo Conselho Nacional de Educação através do parecer 15/2010.

Polemica essa discutida no programa Atualidades da radio MEC, acesse os Videos da discussão para interar-se melhor sobre a discriminação em obras literárias.

 
Como trabalhar as questões de raça e gênero na educação formal faz-se cada fez mais difícil na sociedade brasileira uma vez que as questões se tornam cada mais presentes, porém a formação para os profissionais de educação ainda é insatisfatória para que haja essa inclusão.

Podemos constatar isso na discussão colocada no parecer 15/2010 (e no vídeo) pois a proposta é que a obra de Lobato seja trabalhada somente quando tenha um direcionamento pelo profissional enfocando a questão do preconceito, a pergunta que fica então é como a sociedade terá certeza que esta questão será abordada pelo educador?